segunda-feira, 8 de junho de 2015

RACISMO: A verdade dói. Encare – Conceição Lourenço



Relatório do livro

RACISMO: A verdade dói. Encare – Conceição Lourenço


KAREN ALESSANDRA HÜSEMANN


Centro Universitário Claretiano
                                                                                     Licenciatura em História 
 Atividades Acadêmico-Científico-Culturais 
Profª Giani Vendramel de Oliveira
                                                                                                              
                                                                      


Campinas - 17 de maio de 2015


Relatório do livro
RACISMO: A verdade dói. Encare – Conceição Lourenço

Ficha técnica:
LOURENÇO, Conceição. Racismo: a verdade dói: encare / texto Conceição Lourenço; coordenação de texto Jorge J. Okubaro. – São Paulo: Editora Terceiro Nome : Mostarda Editora, 2006. 69 páginas.
Apresentação
Este livro apresenta uma interessante leitura sobre questões de igualdade de direitos, igualdade de oportunidades sobrepostas às questões étnicas. 
Enredo
A introdução do livro é um relato de experiência vivenciada pela autora, onde ela experimenta uma situação viva de preconceito racial, diante da atitude de uma vendedora, que sem saber se envolve nesta questão de forma a demostrar raízes eurocêntricas quando demonstra um certo objeto, contemplando a falsa democracia racial.
A autora relata em seus textos, divididos em subtítulos, de acordo com cada assunto que irá brevemente explanar, questões sobre a cor de pele, introduzida a partir do século XV, quando houveram as grandes transformações industriais, resultando em outra grande transformação que foi a social, religiosa e dominação europeia, como base representativa da discriminação pelo tom da pele. Mesura sobre a introdução da mão-de-obra escrava negra, deixando de lado, neste momento, a diáspora africana.
Os relatos que conta, em seu livro, são verídicos e aconteceram em uma contemporaneidade bem próxima e a utiliza para reflexão da diversidade cultural.
Também nos traz fatos que ocorreram durante o mandato do presidente Lula, sobre a nova ordem mundial, que se trata dos assuntos, relacionados a Diversidade Racial. Neste momento, o texto revela as diferenças entre o negro brasileiro e o negro norte americano e nos explica que o Brasil ainda é bastante resistente a esta questão e que as multinacionais, utilizam a diversidade a seu favor, como forma de melhores soluções.
A intolerância religiosa é colocada como um fato para as etnias e como fuga para ser aceito ou, simplesmente, para não sofrer discriminação, migram para outras religiões que são mais bem quistas aos olhos de uma sociedade intolerante.
A autora também fala brevemente sobre ações afirmativas, através de um relato que ela nos conta sobre um senhor que conhecera através de seu cargo como diretora da Revista Raça Brasil O que ela destaca deste relato é fantástico como exemplo que traduz a prática dessa ação e suas consequências benéficas na vida daqueles de que sempre serviu de forma compulsória e agora pôde experimentar sua recompensa – a retratação.
Os movimentos negros também são colocados neste livro, ressaltando a questão de união e divergências que não se trata de ser apenas comum nesse tipo de movimento e sim em todos.
O Movimento hoje, ainda é bem delicado, apesar de estar caminhando lentamente, mas em frente, ainda assim, os jovens negros, sofrem com a barbárie da polícia e em um outro relato nos conta um episódio bastante exemplificado sobre a história de um jovem negro de 24 anos, de Porto Alegre, que vindo da namorada, voltava para sua casa e assistiu um carro chocar-se em poste, uma criança fora confundido como sendo um dos sequestradores da menina.
A questão da autoestima também é abordada em um de seus sub tópicos, a mídia frente o racismo, o que nos revelam as novelas quando fazem uma trama envolvendo os italianos e não envolvendo os negros, quando são parte de um contexto na vinda desses para o Brasil.
E por fim, soluções. A autora coloca-nos os aliados, fala sobre a reparação monetária, a colaboração da mídia e a verdadeira história do Brasil que deve ser exigida.


Jusitificativa

Este livro se justifica para o aprendizado de História, principalmente por que nele, atende assuntos pertinentes a questões que permeiam a Lei 10.639/03 – MEC e para a formação específica de profissional de educação, auxiliando mesmo que brevemente, na orientação de conteúdos que contemplam fatores relevantes a nossa identidade nacional.

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